Lula apela ao voto para evitar que "aconteça o que aconteceu na Venezuela"
O presidente do Brasil e candidato à reeleição, Lula da Silva, apelou domingo ao voto para manter as riquezas energéticas e minerais do país nas mãos do povo brasileiro e evitar que "aconteça o que aconteceu na Venezuela".
"O que está em jogo [nas eleições de outubro] é o que desejam para o vosso país. Qual é o futuro que desejam? Querem um país em que o petróleo seja nosso ou um país em que aconteça o que aconteceu na Venezuela?", questionou, numa transmissão em direto nas redes sociais.
O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) aludia ao acordo entre o Governo da Presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, e a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, para a exploração de um quinto das reservas de petróleo bruto da Venezuela através de uma empresa na qual o Pentágono detém uma participação acionista de 35%.
"Um país em que os minerais críticos e as terras raras sejam nossos --- explorados, refinados e industrializados por nós ---, ou vai permitir que as empresas norte-americanas venham ficar com as nossas riquezas minerais?", destacou.
Lula, que aos 80 anos concorre ao seu quarto mandato não consecutivo, posicionou-se como o candidato ideal para que o Brasil seja "um país soberano, que tem apenas um dono, que é o povo brasileiro".
O Presidente encerrou uma jornada de mobilização nacional promovida pelo PT em cidades de 26 dos 27 estados brasileiros, bem como nas redes sociais. Ao longo deste domingo, realizaram-se 1.120 atividades de apoio ao atual chefe de Estado em todo o país, segundo divulgou o presidente do PT, Edinho Silva, que acompanhou Lula na transmissão em direto.
O partido procurou assim mobilizar as suas bases num momento em que Lula perde força nas sondagens face ao senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro e principal candidato da oposição.
A última sondagem da empresa de sondagens Datafolha, divulgada na passada sexta-feira, colocou o chefe de Estado com 39% das intenções de voto, mais quatro pontos percentuais do que Bolsonaro filho, na primeira volta das eleições de 04 de outubro.
No entanto, ambos os candidatos aparecem tecnicamente empatados numa eventual segunda volta.